“Às vezes você é tão bobo, e me faz sentir tão boba, que eu tenho pena de como o mundo era bobo antes da gente se conhecer. Eu queria assinar um contrato com o destino: se eu nunca mais olhar para homem nenhum no mundo, será que ele deixa você ficar comigo pra sempre?”

— for Valentim

Voe, mas voe pra cá.

lagrimas-de-afrodite:

Vou confessar que tenho uma certa simpatia por abelhas. E me acho estranho por isso. Mas eu não canso de olhar quando vejo uma. Algumas pessoas sentem medo, outras nojo, outras correm, e eu… Eu sorrio. Talvez seja pelo fato delas quererem o mel da vida, e eu também.

Thomas Sérgio.


“Só que aí eu acabei mudando. E foi mudança aos poucos, porque até hoje me dou conta de coisas minhas que já não estão mais lá e, quem roubou, eu jamais vou saber. O sorriso mudou e a vontade de sorrir pra qualquer pessoa também, graças a Deus. Foi por sorrir tanto de graça que eu paguei tão caro por todas as coisas que me aconteceram. Às vezes me pego olhando ao meu redor e vendo tanta menina parecida comigo. Tanto sentimento gritando de bocas caladas e escorrendo de peles secas. Tanta coisa acontece com a gente. Tanta gente passa pela gente, mas tão pouca gente realmente fica. E eu sei que, talvez, eu tivesse que ficar triste. Talvez eu tivesse que continuar secando lágrimas, abraçando o vento e rindo no vácuo, mas o fato é que eu não consigo. Eu não consigo mais ser triste só para mostrar que um dia eu fui - ou achei que tivesse sido - feliz. Aprendi com os meus próprios erros que sofrer não torna mais poético, chorar não deixa mais aliviado e implorar não traz ninguém de volta. Aprendi também que por mais que você queira muito alguém, ninguém vale tanto a pena a ponto de você deixar de se querer. Eu que gritei para tantas pessoas ficarem, hoje só quero mesmo é que elas sumam de uma vez por todas. E em silêncio, que é pra ninguém ter porque se lamentar.”

Tati Bernardi 

“[..] — Já são 2:00 da manhã, não acha melhor parar em um hotel? -disse ela em um tom mais de certeza do que de indagação.
A estrada estava uma completa penumbra. A noite estava muito fria e com uma leve garoa. Há poucos metros de distância já era possível avistar uma placa luminosa escrito “Motel” com luzes vermelhas. Na verdade a luz do l estava apagada, mas isso é irrelevante. Ele parou o Ford 84 vermelho, e eles seguiram então para dentro do estabelecimento. Ele foi falar com a recepcionista
— Um quarto para o casal?
Eles na verdade não eram um casal, mas isso não é o tipo de coisa que se responde para a recepcionista de um motel.
— Sim, por favor.
Ela o entregou uma chave, e logo após o “casal” já estava dentro do elevador.
— Quer dizer que somos um casal agora? -disse ela em um tom irônico.
— Você sabe que não somos Rebeca.
O quarto era bem simples, uma cama de casal velha e nada mais, assim como qualquer motel de estrada. Assim que eles entram, Rebeca olhou para Rodrigo com um sorriso que demonstrava o que ela queria. Eles se conheciam muito bem na verdade. É óbvio que ele já sabia qual era a intenção dela com aquele sorriso um tanto safado. Sexo. Não é porque eles não eram um casal que eles não podiam ter certos benefícios. Eles se denominavam amigos com benefícios.
Uma hora depois, estirados na cama, Rebeca diz:
— Nós somos um tanto inúteis, não?
— Na vida não precisamos ser úteis para ninguém além de nós mesmos.
— E quanto ao amor?
— Por que? Está amando?
— Nós estamos”

O sexo virou amor, Joana | wr0ng-call  

“Dentre tantas personalidades tu tens a que mais detesto. Realmente me surpreendo, cada dia que teria que entender mais de ti, mas não, tu é alguém que não quer ser entenda. Não sou a melhor pessoa pra explicar o que tu és, aliás, foram somente três meses, e com uma toda mudança de vida. Digo mudança, desentendimento, aquele conflito onde de onde realmente devem-se colocar as coisas, ás vezes me questiono se devíamos mesmo ter estacionado ali, naquele silêncio, sorrisos abafados, na contradição do bem e do estar… Sim, estou falando do amor, aquele que fluiu e nos mudou, transformou duas pessoas distintas de dor a se conhecerem e novamente acreditar em sua existência. Eu conheci então o primeiro lado teu que anotei na frente do meu caderno “ela tem um sorriso lindo” não tinha necessidade, pensava nele em todo instante, mas era intrigante, era cedo, uma semana, e tu ainda dizias com toda severidade não precisar de ninguém, era contraditório, quem ama precisa, seja longe, perto, seja o que seja, apenas mentalmente, mas existe, e o que era pra você? Um sorriso que saiu depois dos primeiros passos a desvendar os sentidos, descrevendo uma necessidade, ou se me entende, o primeiro “eu cuido de você”. Mas eu nem sempre cuidava, minhas palavras aos poucos te matava, você não estava preparada pra ouvir o que eu sentia, e eu tinha apenas um sorriso e dezenas de duvidas, algumas que até hoje tu não foi capaz de responder… Fomos caminhando, tu me disse seus problemas e tua rotina, nela estava um tempo especifico pra fazer cada coisa, será que você seguia perfeitamente ou pulava até na parte de pensar em mim? Eu fazia isso, em geografia ficava ansioso pra estudar teu estado, em matemática, medir nossas distancias – eu já sabia, e daí? eu queria provar a mim mesmo que suportava, distancias podem ser quebradas- Até passei a prestar atenção mais em inglês, porque tu gostavas, e eu não queria ficar atrás, pois devíamos sempre estar andando juntos, mesmo que distante. Três semanas, e veja só: Um sorriso, um sonho, uma personalidade, um lado teu, gostos, rotina, uma parte de você, misturado tudo com palavras que tu nunca claramente dizias. Eu estava ficando louco, ou tu passaste a invadir até meus sonhos? – Eu não me importaria de mentir um sonho pra ti, só pra te incluir nele, não pela mentira, mas pelo teu sorriso - Que hilário, tu ria das minhas burrices, e eu da tua risada, que gozado, uma pequena webcam mostrava tão bem um cabelo, uma componente de você sem graça louca pra desligar “espera mais um pouco”. Quem precisava de Mona Lisa? Eu tinha um retrato teu não valia o tanto quando o dela, mas pra mim custou saber que era só uma foto, e que não existia um tu aqui junto comigo, não existia nada além da minha paranóia me perseguindo… Você adora português, de vagar, tu me disseste que não vive sem batata frita, e em pouco tempo conheci outro lado teu: A esquiva. Tu tens medo de ser conhecida, de ser questionada, e pressionada, pra você o único certo que existe é o que você pensa, mas tu estavas errada, o mundo não gira em torno das suas teses. Respeitei, admirei, e até sorrirmos quando supostamente fizemos nosso primeiro texto dedicado ao outro, não foi preciso dizer nada, atrás de uma tela cujas existia duas pessoas que embora não falassem se amava, ela tinha gostos comuns, qualidades normais, e uma personalidade detestável, mas quando ela sorria, o pobre rapaz esquecia-se dos problemas, do caminho, das distancia, dos apenas dois meses, de tudo, e de nada, só pensava em ti, e como tu consumia cada parte em mim. Soaria melhor dizer um nós, um nós que nós sabíamos que existia mesmo sem nada formal, porque era algo que tu nunca diria, e eu correria, atrasaríamos, mas sentíamos, sentimos e mesmo agora no terceiro mês, dois perfeitos, e um inacabado com todas as situações erradas possíveis, existe um sujeito feliz, conheceu uma garota da personalidade horrível, conheceu teus gostos, e aprendeu tuas manias, descobriu teu sonhos, e achou dois amor, mas a certeza só de um – o meu.”

Três meses sobre nós.  Sam  

Uma vontade violenta de apagar tudo que já escrevi.


Uma dica:

lagrimas-de-afrodite:

ser revoltado, é diferente de ser crítico.


“Se não foi ontem, pode ser hoje. Se não for hoje, pode ser amanhã. Se não for amanhã, pode ser outro dia. Se não foi outro dia, não era pra ser. Amor não se cobra, não se anota na agenda de afazeres, não se implora. Amor se for pra ser simplesmente será, e chegará assim sem avisar. Não adianta esperar.”

Sibilar. 

“As pequenas notícias não saem nos grandes jornais. Quando uma pena flutua no ar por oito segundos, ou a menina abraça o seu melhor amigo, nenhum jornalista escreve a respeito. Só os poetas o fazem.”

Rita Apoena  

Porque, obviamente, eu não preciso de você. Ano passado eu pensei que não, não poderia seguir sem você. Mas vejamos, eu continuo aqui. Comendo, bebendo — afogando as mágoas, na verdade — saindo com meus amigos, dançando, sorrindo, e me divertindo como sempre. Continuo dormindo, e tomando aquele banho que sempre me acalma. Continuo fazendo aquela comida sem sal, e continuo deixando o arroz queimar. Mas eu continuo fazendo tudo oque fazia quando estava com você. Continuo até sendo aquele moleque bobo, de sorriso amarelo. Eu realmente não preciso de você, nem um pouquinho. Mas seria mesmo inquietante dizer que não te quero. Porque isso sim, seria uma grande mentira.”